terça-feira, 10 de julho de 2012

Poeta do C.L.A.E




Prisional

Há tempos
Escavo esta rocha
Intransponível
Monótona ao extremo
E que me priva de sonho.

Quisera eu
Estar bem longe dessa
Prisão concreta
Que me condicionei
A retornar todas as noites.

E ainda assim
Não me arrependo
Sou cínico
E nunca me condeno
Isto já virou frase pronta
Há tempos.

John Williams

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ednei Ribeiro

Este livro pode ser encontrado no acervo da biblioteca do Colégio Adventista de Juazeiro.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Poesia de Mariana Oliveira

( Este livro pode ser encontrado no IRPA)


Castelinho

Mariana Oliveira

Tem gente vizinha, bem pequenininha
Fazendo zuada
Uma zuada gostosa, uma zuada treitera
Parece uma feira com as noticias do dia
Uma alegria, uma ânsia de falar
É um canto melódico, é um blá blá blá
Ou será um piu, piu, piu?
Vixe, quem ouviu aquela música toda?
Tem cantor com jeito de plebeu
Tem poeta que acha que é Romeu
Psicólogo tirando a Piaget
Lavadeira com beleza de en-doi-de-cer,
E quem iria dizer
Que essa conversa toda vem do telhado de um castelo?
Cheio de botãozinho amarelo
E outras flores a balançar,
No balanço do encantado vento
Nem um só, um só momento elas pensam em parar,
Que delicia o castelo branco
No meio do Semi-árido
Tem o brilho do sol dourado
Uns cactos meio cactante,
Jeito sábio, meio pensante
Corpo forte e bem ativo, um modo alegre e vivo
A comunidade do castelo,
É de um jeito passarinho
Falatório de passarada,
Borboletas delicadas e flores de uma nobreza
Esta é a natureza ativa do castelinho
Nos andares altos uns ninhos
Macios e bem quentinhos
Confortam os bebêssarinhos que lá estão
Começando a entender
Que um dia as asas crescem
E pra voar tem que bater,
Que o mundo é uma magia pra mim e pra você
Uma doce melodia que todos os dias cantamos e nos faz viver,
Castelinho, Castelão, onde está o teu coração?
Ele logo responde: está nessa doce canção,
Uma bela canção de amor
Do passarinho no seu ninho
Do cacto, do beija-flor
Que sem saber fazer poesia
Deixam a alma a sorrir
Agradecida pela dádiva de existir.

Velho Chico e o Vapor

Foto do acervo pessoal do saudoso Cosme


VELHO CHICO E DONA VAPOR

Mariana Oliveira


Dona vapor é bela, seu coração é tão imenso e livre,
antigamente viajava embalada por águas de sonhos e já é bem velhinha,
 mas nunca deixou de sonhar e amar,
amar muito aquele a quem entregou seu coração
 com tanta pureza, tanta paixão, tanta beleza!
Dona Vapor leva nas suas lembranças passeios ao sol,
risonhas crianças a brincar, a banhar-se
nas gotas clarinhas e serenas do seu velhinho,
 do seu amado velhinho, era Opara seu nome de índio,
Opara de águas que não param de correr, 
mas depois ficou conhecido como Chico, 
o velhinho bem amado do coração de Dona Vapor.
Lavadeiras lavam as dores do coração nas beiras do rio,
marujos navegam nas águas de sonhos embalados nos vapores e barcas,
 com as noites, as estrelas, o sol, os pássaros.
 Pescadores buscam o alimento e alimentam almas
de histórias e cantigas em noites de luar,
em dias de peleja e dias de descansar.
E Dona Vapor, que já não navega mais,
 carrega na sua lembrança vidas de tempos atrás,
histórias contadas, das festas, da marujada, do Bumba-Meu-Boi,
das rodas de São Gonçalo,
tudo que um dia foi, motivo de rosto risonho.
E fala para seu velho Chico, para o Vento, para si mesma: 
‘‘lembro de todas as viagens que fizemos juntos,
 as brincadeiras que brincamos, os perigos que passamos
envolvidos nas noites de tempestades.
Lembro até de quando você brigava comigo e eu ria,
 eu ria...porque eu sabia que logo que tudo passasse, 
 lá pelo amanhecer do dia, o sol ia nascer brilhante, mágico e galante,
nos iluminando a alma, e você se acalmaria.
 Então a gente se amava, mais e mais e celebrava, coisas que se foram um dia...’’
Chico canta o seu canto de águas doces, 
‘‘Eu sempre estarei aqui,
no   silêncio e na paisagem, nos corações, nas viagens,
 bem aí dentro de ti.
A imensidão do céu que me acompanha,
me leva a conhecer mundos, horizontes, cidades,
vejo a solidão, a paixão, a saudade, vejo a despedida,
 os caminhos da vida e da liberdade.
Minhas veias são correntes, que jamais irão secar,
pois homens, mulheres, bichos, crianças, 
vêm a mim se alimentar, trazem as suas almas
 e buscam nas minhas águas se renovar,
sinto a tristeza querendo me pegar e logo digo pra ela:
vai-te embora pr´acolá, sinto a veia querendo parar,
sinto dor, mas vivo e sobrevivo, insisto e sigo e vou,
correntes e correntezas, grande ser da natureza,
irmão do homem, irmão da flor.’’
E o tempo continua a embalar
o Velho Chico do nosso coração, as lavadeiras, os pescadores,
 os amantes, os amores, o vento com seus lamentos,
 seus cantos de sentimentos,
os bichos e encantados, sereias e apaixonados,
Petrolina, Juazeiro, meninos e velhos barqueiros,
Juazeiro e Petrolina, sua cor, sua voz, o seu cheiro,
esta terra nordestina.
Temos grande esperança, que também nossas crianças
Possam com o Velho Chico brincar e crescer
Ele nos alimenta,  nos dá força, nos sustenta
Nos  fascina   e faz viver.


domingo, 13 de maio de 2012

O silêncio vem do mar






O silêncio vem do mar
A consciência vem com o tempo
A vaidade sempre está
A procura do que há
A felicidade pode ser tão forte
Quanto à ventania
O amor deve ter a força
Que domina a rebeldia.


Manuca Almeida 

Eu tenho medo de lhe amar






Eu tenho medo de lhe amar
Mas do que amo
Eu tenho tantos planos
Pra nós dois.

Eu podia me esconder de você,
Eu podia até me perder,
Eu podia não querer mais nada.

Eu tenho medo
De amar
Mas sei que sou capaz
Eu sou apenas um rapaz ingênuo.

Eu não quero duvidar
De mais um sonho
Dum sonho não se deve
Desacreditar
Eu prefiro mergulhar
Inteiro.

Ai amor
Na vida ha sempre
Um novo momento
Deixe o sentimento
Semear no vento
Deixe esse momento
Semear o amor.


www.manucaalmeida.com.br



Livro Além do Amor - Manuca Almeida



www.manucaalmeida.com.br
O livro pode ser encontrado na Papelaria Officium, Juazeiro -BA


Manuca Almeida  lançou seu novo livro Além do Amor
no dia 28/04 e promoveu para os amigos e convidados especiais
um gostoso sarau poético com música,poesia e exibição de  documentários.

Além do Amor. São poemas que falam de sentimento, em especial, versos em homenagem a sua companheira há 28 anos, Lu Almeida. “Eu juntei esses poemas, porque é um tema muito presente na minha vida e eu achei que era o momento de falar dele agora. Tem um específico, que abre e nomeia o livro”, comentou.
As 120 páginas, formam o quarto livro no formato mais próximo do “convencional”. “Eu já escrevi muito, sou alternativo, pegava o papel dobrava e colava uma capa, botava 16 poesias e uma ficha. sempre vivi de poesia, mas de um tempo pra cá vivo de música. Fazer um livro para mim é como um cartão de apresentação. A gente [artista] faz o que está com vontade de fazer e isso é visto nesses trabalhos”. (http://www.gazzeta.com.br)


O livro Além do Amor foi produzido por Lu Almeida
e teve seu projeto gráfico feito por o Ap303.
Vendas  no  QUINTAL DO POETA, pelo fone 74-3611-5280
ou através do provedordeideias@gmail.com


Poema do Livro






O Homem Quer

Colher
Sem querer plantar
Quer amar sem amor
O homem quer saúde
Mas não quer se cuidar,
Quer união
Sem quer se dar,
O homem perde tempo com seus medos e vícios
Espera a paz do mundo
E não vive em paz,
O homem é capaz de não perdoar
E destruir pra não se dar.

Manuca Almeida